O despertar do oceano Atlântico

Após o furacão Hanna de categoria 1 atingir o sul dos Estados Unidos no último sábado (25), o Centro Nacional de Furacões do país já monitora outro sistema com potencial para se desenvolver nos próximos dias e alcançar a Flórida.

Hanna foi o oitavo ciclone tropical nomeado na temporada de 2020 na bacia Atlântica. O sistema se formou a partir de uma onda tropical no Golfo do México depois de semanas de calmaria no trópico.

Os maiores impactos associados a passagem do furacão Hanna se concentraram no sul do Texas e no nordeste do México. No estado americano houveram rajadas de 175 km/h e inundações generalizadas em função dos elevados acumulados de chuva (280 mm em alguns pontos). No vale do Rio Grande a interrupção de energia afetou centenas de habitantes, enquanto marinas e embarcações ficaram danificadas no litoral.

Em decorrência dos danos, o governo do Texas emitiu uma declaração de desastre para 32 cidades impactadas pela passagem do furacão. Apesar de Hanna chegar em terras mexicanas mais enfraquecido, ainda possibilitou ventos e chuvas fortes.

Houve também corte de energia na região mexicana de Monterrey, a maior cidade do estado de Nuevo León. Estradas próximas foram fechadas devido a inundações. As chuvas e os ventos fortes da tempestade danificaram tendas de um campo de refugiados na cidade de Matamoros, onde haviam 1.300 pessoas. O ciclone tropical deixou um saldo de 5 mortes.

Nova ameaça a caminho?

Uma onda tropical com fortes tempestades está se aproximando do Caribe. Segundo o Centro Nacional de Furacões, o sistema apresenta um grande potencial para se tornar um ciclone tropical nas próximas 48 horas.

Localização atual (03UTC do dia 29 de julho) do sistema monitorado e a previsão de rota para os próximos dias.

As previsões numéricas sugerem que o distúrbio se moverá para noroeste, passando muito próximo dos países caribenhos. Existe a possibilidade de que o sistema se aproxime da Flórida como uma tempestade tropical no fim da semana.